quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sobre o silêncio


Nenhum barulho. Nada em volta. Talvez eu esteja diante do maior e mais completo caos. O silêncio nada mais é que o caos, o todo, o eu complexo encapsulado em algo aparentemente silencioso. O silêncio é o mundo. Vivo? Sim! Vivo! Visceralmente vivo. Carnalmente perturbador. Dentro do silêncio tudo cabe. A vida, o eu. Silencio. Renuncio. Grito e quero tudo. Neste momento clamo por barulho. Rejeito o silêncio. Rejeito a vida. Rejeito o eu. Rejeito o tudo. Apego-me ao nada. Quero sons. Quero barulho. Quero uma orquestra. Quero viver cegamente embalado pela mais bela e alegre sinfonia. Dorme silêncio. Um dia eu te visito. Não quero refletir sobre você. Você é tudo, é muito completo. Ninguém nunca realmente te decifrou e nem vai te decifrar. Dorme. Dorme. Deixa-me gritar.

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2 comentários:

Edimara Freire disse...

Obrigado pelo o texto, quem nunca precisou de um momento de silencio.

Dalvan Linhares disse...

Edimara Freire, eu que agradeço sua visita aqui no Literatudo Textos.

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