quarta-feira, 10 de maio de 2017

Corações atentos são desvalorizados: cuidado!


Dar atenção demais a alguém só te deixa invisível. Doar-se não é a melhor escolha. Pensar por horas antes de escrever uma mensagem que realmente transmita o que você quer falar, por mais que seja um “oi” com dois ou três is, não vai te ajudar. As pessoas nascem programadas para fazerem escolhas erradas e para magoarem-se mutuamente, talvez não seja uma regra, mas ainda não encontrei exceções. Ser bobo em um mundo de “espertos” é a sua pior escolha. Pensar em colher uma margarida ou até mesmo plantá-la em um vasinho meigo e sorridente para presentear um alguém, guardar trocados para comprar bombons para esse alguém, sonhar com as mãos dadas, as saídas, as festas, imaginar como seria acordar ao seu lado, só te destrói. Corações atentos são desvalorizados. É lindo e bonitinho no começo; você até que é notado e ganha alguma atenção, mas nada muito duradouro, nada que não possa ser trocado por um coração desatento e devasso recentemente descoberto. Iludir-se não vai te levar a lugar nenhum, só vai te envolver em sonhos e te banhar com a acetona do “final feliz”. Endurecer-se para os outros e amolecer-se para si mesmo, talvez, seja a melhor escolha. Esquecer-se dos devaneios e atentar-se ao desenvolvimento da vida é a melhor opção. Deus já fez a introdução e está cuidando da conclusão; apenas viva!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Como posso agradecer?

Oi! Tudo bem? Hoje vim para agradecer algumas pessoinhas muito especiais. Há dias atrás, descobri que meus textos estavam sendo trabalhados em sala de aula pela minha amiga incrível e leitora assídua do Literatudo Textos, Edimara Freire. Fiquei perplexo e imensamente realizado. Foi tanta felicidade que nem sei o que escrever. Como assim meus escritos adentraram os muros de uma escola? Alguém tem noção disso? É tanto frio na barriga que acabo de recriar o iceberg que colidiu com o Titanic dentro de meu estômago. Sim! Isso mesmo!
Quando escrevo, sinceramente, não imagino até onde minha mensagem pode ir nem a quantos pode tocar; só quero escrever e ser lido, nem que por um ser humano, e nem que esse ser humano seja eu mesmo. Só tenho noção do processo criativo. A partir do momento que publico, por mais que eu saiba, não acredito que meus textos podem ir parar nas mãos de infinitas pessoas. Contudo, essa notícia é a prova de que eles circulam a ponto de irem parar em uma sala de aula. Ainda não acredito, sério! Só me cabe agradecer, agradecer, agradecer...
Se você pensa que parou por aí, não parou! Além de eu descobrir isso, recebi algumas folhas com as respostas dos alunos às perguntas que faço na crônica “Como foi seu dia? Como vai sua vida?”. Respostas lindas que guardo com o maior cuidado! Muito obrigado a cada um que dedicou seu tempo a responder meus questionamentos e se sentiu tocado/ajudado por minha prosa. Só tenho a dizer que estarei sempre aqui para conversar com vocês sobre os mais variados temas e ajudar no que for possível. Continuem no caminho do bem e nunca se distanciem de seus sonhos, pois eles são o melhor combustível para vencer na corrida da vida. Acreditem sempre no potencial de vocês e compartilhem a felicidade com quem os rodeia. É bom viver e é melhor ainda sentir-se vivo. Por isso, pulem, cantem, gritem e leiam... (se não for pedir muito, leiam meus textos).
Muito obrigado pelo carinho e pelas respostas. Além de saber que meus textos fazem a diferença na vida de vocês, é uma motivação para que eu não pare de escrever. MUITO OBRIGADO, de novo! Se você que está lendo é uma das pessoas que me mandou uma resposta, sinta-se abraçada virtualmente. Se você não mandou nada para mim, não perca tempo, o que está esperando? Pode mandar! Eu respondo! Se você não mandou, mas conhece quem mandou, compartilha esse post para que ele chegue até ela. Assim, cheio de felicidade e convicto de que escrever me move, termino esse post de agradecimentos.
Ah, só mais uma coisa: vocês são demais! Meus leitores são os melhores, sem sombra de dúvidas!!!!!
Um abraço fraterno em cada um de vocês e até o próximo texto.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O que me remói?


O que será que me remoí neste exato momento? O que dói em mim? O que me machuca? Talvez uma tristeza camuflada, uma alegria demasiada falsa, um torpor gélido-quente que fosforesce e transcende minha existência. Uma coisa tão abstrata que suprime por completo a coisa substantivo e fica a vagar no vazio. Só sinto que dói. Uma gota viva e vermelha rompe meu vazio escuro. Rasga a tessitura da carne musculosa e instala o ardor. Não quero sentir. Não sou obrigado a sentir. Clamo pelo gélido e transparente vapor da coisa salvadora. Ele não vem. Viver talvez não seja tão simples assim. Viver talvez seja como apalpar brasas em lava e aguentar a dor. Aguentar seja, talvez, a maior virtude dos homens. Toco a epiderme gélida que ferve por dentro e quero desagregar alma e corpo. Meu reflexo no líquido salgado acumulado em meus braços não me reflete mais.  O que sou eu, uma coisa do mundo ou um mundo de coisas? Já quero sentir, transmitir e descobrir, mas é tão inebriante que morro quente para renascer gélido.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Morrer é a melhor saída?


Passei horas pensando seriamente se trataria desse tema aqui. Decido isso, passei horas pensando no que escrever, quais palavras escolher. Suicídio é um tema delicado, convenhamos. Todavia, não pode ser tratado como tabu nem ser excluído das rodas de conversas e da rotina diária.
Por dia, milhares de pessoas tiram suas próprias vidas, cortam as próprias asas, caminham mais rápido que o destino e cortam a linha da vida precipitadamente, inconsequentemente. O que as levam a isso? Eu não vou mentir e dizer que sei, pois cada ser humano é uma máquina singular detentora de peças únicas e com um funcionamento próprio, portanto, sou impossibilitado de saber o que fere cada um, o que torna viver desinteressante. Contudo, infiro que na vida dessas pessoas falta algo. Uma saudação, um olhar, um sorriso, um carinho, um diálogo, uma atenção, um afago? Pode ser. Sempre os maiores êxitos são conseguidos através das pequenas coisas. Por isso, rogo para que aprendamos a olhar o que nos rodeia por completo, aprendamos a falar com as pessoas, procurar ajudar, demonstrar, nem que minimamente, que nos importamos com alguém.
Se, você leitor, está passando por um momento difícil agora e desacredita da vida, senta, respira profundamente e ouve teu coração bater. Você é uma máquina única e é também seu próprio mecânico. Conserta as peças. Troca o óleo. Vê a natureza que o rodeia, sente a luz que preenche o espaço o qual seu corpo ocupa. Aprende que o mundo é uma concessionária e cada um de nós é um modelo único que precisa existir para tudo fazer sentido. O fio da vida já é curto por si só, não precisa que você mesmo o corte.  A vida é curta e cabe a você aproveitá-la ao máximo. A morte nunca foi nem nunca será a solução para os problemas de ninguém.
Se você ainda continua triste e quer parar de viver porque não tem com quem desabafar, saiba que eu estou aqui. Manda uma mensagem para mim que eu te ajudarei. Não estou brincando! Assim como preciso de você, você pode precisar de mim. E estou aqui disposto a te ajudar sempre. Confia em mim. Espera somente chegar ao final do texto e, depois, corre e escreve uma mensagem para mim. Eu vou te atender.
Enfim, já ouvi muitos dizerem que fulano suicidou-se porque não aguentava mais viver. Como assim? Ninguém pode não aguentar mais viver. Lembre-se que as plantas passam anos, não só um, vários, a espera de chuva. Elas pensam em abandonar o mundo, beiram a morte, viver torna-se insuportável, mas não desanimam, esperam as gotas fluidas da água cristalina as tocarem para renovarem-se, erguerem-se vivamente verdes, sábias e fortes. Para muitos seres humanos isso representaria o fim, o “não aguento mais”, a escuridão. Entretanto, espelhemo-nos nelas. Sejamos árvores. Sejamos flores. Sejamos girassóis. Busquemos apenas a luz. Esqueçamo-nos das trevas. Voltemo-nos sempre para a energia vivificadora da luz. Vivamos sempre, acima de tudo e de todas as coisas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Para você


A vida é feita de fases. As pessoas são feitas de fases. Eu aceito sua fase atual. Quero te ver feliz. Só isso me importa. Quero que você aprenda o quanto é bom voar sem precisar de ninguém. Voar sem pressa para voltar porque deixou alguém te esperando. Voar sem medo de ser feliz. Voar para os destinos mais risíveis. Voar para o nada. Simplesmente voar. Tomar conta de seus atos. Amadurecer. Curtir-se. Amar-se. Doar-se a si mesma. Aprontar-se para, quem sabe, convidar alguém para voar com você. Espero que voe bastante, experimente demasiadamente e perceba o que realmente te fascina, o que realmente te faz bem, o que merece ser lembrado durante seus voos. Que você viaje, se entregue ao ar por inteira, sinta sua vida sendo bagunçada e, com toda a sabedoria adquirida, arrume-a. Que eu também voe bastante e que nos encontremos em alguma corrente de ar quente e intensa para voarmos juntos. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sobre o silêncio


Nenhum barulho. Nada em volta. Talvez eu esteja diante do maior e mais completo caos. O silêncio nada mais é que o caos, o todo, o eu complexo encapsulado em algo aparentemente silencioso. O silêncio é o mundo. Vivo? Sim! Vivo! Visceralmente vivo. Carnalmente perturbador. Dentro do silêncio tudo cabe. A vida, o eu. Silencio. Renuncio. Grito e quero tudo. Neste momento clamo por barulho. Rejeito o silêncio. Rejeito a vida. Rejeito o eu. Rejeito o tudo. Apego-me ao nada. Quero sons. Quero barulho. Quero uma orquestra. Quero viver cegamente embalado pela mais bela e alegre sinfonia. Dorme silêncio. Um dia eu te visito. Não quero refletir sobre você. Você é tudo, é muito completo. Ninguém nunca realmente te decifrou e nem vai te decifrar. Dorme. Dorme. Deixa-me gritar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sobre renovação


Sentado na areia da praia infinita, observando o vaivém da maré, paro para me preparar para a renovação. Renovar? Renascer? Sim! Mudar, permanecer, consertar, você decide. Mais trezentos e sessenta e cinco dias vêm por aí. Você tem a chance de fazer tudo o que não fez nesses trezentos e tantos dias que já se passaram. Parece balela, não é? Um discurso um pouco, bastante, repetido, não? Mas pare e pense. O ano novo é e nunca vai deixar de ser a filosofia de mais trezentos e tantos dias novos, em branco, esperando ser coloridos. Então, muna-se de cores e corra. O quadro da vida urge por cor, por forma. Não pare, não espere. Corra! Pinte o sete, o oito, os trezentos e sessenta e cinco novos números. Qual a cor? Você decide. Você decide o tom, a intensidade, a forma do traçado. O seu traço. Único. Responsável por singularizar momentos e colorir o novo ano. Monte sua arte, faça-a valer trilhões, mas a faça tornar-se tão importante e colossal que nenhum valor seja capaz de comprá-la. Feliz 2017!